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Por que o nosso logo é feito de triângulos?

· Data Summit

Três sócios, três picos e uma ambição em comum: chegar ao topo no tratamento, na análise e na modelagem de dados — incluindo IA. E, se o nosso trabalho nasce de estruturas formais, o símbolo também deveria nascer.

Símbolo da Data Summit formado por três montanhas low-poly construídas com triângulos

Uma história em três picos

Um símbolo pode contar uma história antes mesmo de dizer uma palavra. No caso da Data Summit, essa história começa com três picos: um para cada sócio. Juntos, eles apontam para a mesma direção — o topo.

Summit é cume, ponto alto. A montanha se torna, portanto, uma metáfora direta para aquilo que buscamos em dados: elevar a qualidade do tratamento, da análise e da modelagem até um nível de excelência.

Havia ainda uma segunda ideia: se trabalhamos com dados, o próprio símbolo deveria nascer de uma estrutura que pudesse ser descrita como dados. O desenho deveria ser reconstruível a partir de números.

Por que triângulos?

O triângulo é o polígono mais simples: três vértices ligados por três lados. Ele também reforça a ideia de trio que está na origem da empresa. Ao reunir vários triângulos, formamos superfícies facetadas — uma estética conhecida como low-poly.

Quando uma imagem vira uma lista

Em vez de pensar em “uma montanha”, podemos pensar em uma coleção de triângulos. Cada face precisa de apenas duas informações: três vértices e uma cor. E um vértice é simplesmente um par de coordenadas (x, y).

Logo da Data Summit ao lado da representação de uma de suas faces como três coordenadas e uma cor
Uma face do logo destacada: três coordenadas definem a geometria; um valor hexadecimal define a cor.
triangulos = [
    {"vertices": [(0, 500), (235, 185), (232, 265)], "cor": "#DFE0E1"},
    {"vertices": [(0, 500), (232, 265), (230, 378)], "cor": "#B7BBC2"},
    # ... mais faces ...
]

Na especificação do símbolo, a grade de referência mede 1000 × 500 unidades e o logo é composto por 24 triângulos distribuídos em três picos. O pico central está em x = 52% da largura, enquanto os picos laterais têm cerca de 63,0% e 61,4% da altura do central.

Do primeiro ponto ao primeiro triângulo

Imagine uma tela branca. Escolhemos um ponto A, depois B e C. Ao ligar os três, obtemos o polígono mais simples possível. Em uma imagem digital, é comum considerar a origem (0, 0) no canto superior esquerdo: x cresce para a direita e y cresce para baixo.

Animação mostrando a localização de três vértices por coordenadas e a construção de um triângulo
Três pontos → três segmentos → uma face preenchida.

Essa é a unidade básica do nosso símbolo. Repetindo o processo, face por face, a montanha aparece.

Construindo o logo, triângulo por triângulo

Animação mostrando os 24 triângulos sendo adicionados até formar o logo da Data Summit
As 24 faces são adicionadas na ordem da especificação geométrica.

O interessante é que essa representação é reproduzível. Se duas pessoas recebem a mesma lista de vértices e cores e aplicam a mesma regra de desenho, elas obtêm a mesma figura.

Essa lógica é muito próxima do que fazemos com dados no dia a dia: transformar algo complexo em uma estrutura formal, tratável, verificável e reconstruível.

Então, o que o logo diz sobre a Data Summit?

  • Três picos: os três sócios.
  • O cume: a busca por excelência.
  • Triângulos: uma construção elementar, matemática e modular.
  • Low-poly: uma ponte visual com malhas, modelos, computação gráfica e estruturas discretas.

No fim, o logo é um pequeno exemplo do que gostamos de fazer: pegar algo que parece visual e complexo, decompor em partes simples e revelar a estrutura que existe por trás.

Desafio

Agora é sua vez

A função abaixo, em Python, descreve uma imagem low-poly usando somente triângulos. Cada item contém três vértices e uma cor hexadecimal. Seu desafio é implementar o desenho: crie uma tela branca de 800 × 500, percorra a lista retornada pela função e preencha cada triângulo com a cor indicada. Quando terminar, abra o spoiler e compare o seu resultado.

def raposa_low_poly():
    largura = 800

    esquerda = [
        ([(130, 70), (220, 250), (315, 205)], "#E47F24"),
        ([(145, 95), (200, 225), (270, 195)], "#5A2D21"),
        ([(220, 250), (315, 205), (245, 350)], "#C96022"),
        ([(315, 205), (400, 155), (400, 305)], "#F29B38"),
        ([(315, 205), (400, 305), (245, 350)], "#DF7A27"),
        ([(245, 350), (400, 305), (400, 445)], "#EFB662"),
        ([(245, 350), (325, 350), (400, 445)], "#F5D69D"),
        ([(285, 285), (340, 295), (310, 320)], "#25282A"),
    ]

    triangulos = []

    for vertices, cor in esquerda:
        triangulos.append((vertices, cor))
        espelhados = [(largura - x, y) for x, y in vertices]
        triangulos.append((espelhados, cor))

    triangulos.extend([
        ([(365, 355), (435, 355), (400, 395)], "#2B211C"),
        ([(350, 405), (450, 405), (400, 445)], "#C49A69"),
    ])

    return triangulos

Uma dica: você não precisa cadastrar os dois lados da figura. A função define apenas a metade esquerda e usa x_espelho = 800 - x para criar a metade direita.

Baixar raposa.py

Mostrar resultado
Raposa low-poly simétrica construída por 18 triângulos em tons de laranja, creme e marrom

Uma raposa low-poly construída com apenas 18 triângulos. Se a sua implementação percorreu os vértices e aplicou as cores na ordem da lista, o resultado deve chegar a esta mesma figura.

Matemática não precisa começar por uma fórmula

Ela pode começar por uma imagem. Por um ponto. Por três pontos. Por uma lista. E, quando percebemos que uma figura pode ser reconstruída a partir de coordenadas, já demos um passo importante: começamos a enxergar a estrutura por trás do visual.

Nos próximos posts, vamos continuar usando exemplos simples como este para conectar matemática, dados, programação e inteligência artificial.

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